Venho adiando o que tenho para escrever aqui desde o dia 18, exatamente no mesmo dia do último posts, e por um bom número de razões.
Mariana leu aqui tudo o que falei, desabafei no dia 18. Não era mentira, e, infelizmente, isso deixou as coisas meio estranhas entre nós. Mas não voltei atrás nem apaguei o que tinha escrito. Claro, seria burrice e eu estaria me enganando. O que acontece é que, pelo o que conversamos, algumas coisas foram interpretadas de maneira completamente diferente de como eu fazia no momento em que escrevi aquelas coisas.
Mariana, você sabe que é essencial no meu dia a dia e isso ninguém vai mudar. Eu te amo, nada consegue impedir. Então não pense que eu não faço mais questão da nossa amizade, ou que quero que ela se resuma ao msn ou telefone.
Se tem uma coisa de que posso me gabar é que nunca menti pra você. E eu garanto. Então acredite nisso também. Não seria agora que eu te enganaria.
Jurei a mim mesmo que não ia escrever muito sobre isso aqui. Porque já conversamos o bastante e posso acabar cainda na armadilha das 'várias interpretações' mais uma vez. Não darei margem para isso de hoje em diante.
Fugindo desse assunto, hoje estou um pouco mais feliz que de costume, por causa do resultado da primeira avaliação de química do ano. E eu - não acreditei! - fechei. Quando vi aquele "7,0" de caneta vermelha quase caí no chão. Ha ha.
Química é, desde o ano passado, a matéria que menos gosto (a melhor é física!), então essa foi realmente uma surpresa agradável. E eu, como um adorador digno de surpresas agradáveis, adorei.
Hoje fiz o primeiro teste de física, isso me fez notar que estou de volta à loucura - agora não para mais! -, e acho que fui 'mais ou menos'. O teste estava superfácil, e talvez por isso minha nota não seja excelente! Eu estudei por questões complicadas e me preparei para elas. E encontrei questões no mínimo diferentes no teste. Continuo adorando a matéria. O assunto foi Trabalho e energia.
Ontem vi um menino que estuda lá no colégio há um tempão, Gabriel, e tem um problema no desenvolvimento o qual não conheço direito. Antigamente ele tinha dificuldade de andar, e desde o ano passado ele está preso a uma cadeira de rodas. Ele também não cresce mais, tem 14 anos e o tamanho de 6.
Embora não o conheça direito, sinto uma compaixão muito forte por ele, simplesmente pelo fato deve viver sorrindo, cumprimentando todos e não reclamar.
Ver ele numa cadeira de rodas, precisando ser empurrado para descer uma escada, com um enorme sorriso no rosto me deixou inesperadamente feliz. Porque vi o quão boa é minha vida, e eu só vivo reclamano de coisas tão pequenas... Sei, é clichê. E muito, mas é a verdade.
Gabriel tem uma doença sem cura, e ele vai morrer cedo. Eu sou 'normal', ótimos pais, casa, quase tudo que eu quero e tenho longos anos pela frente. E você não verá o mesmo sorriso de Gabriel estampado no meu rosto.
Lembrete: Rever como encaro a minha vida.
Eis a prova ;)
RODRIGO. Uma vez, quando pequeno, lembro de ter ido no circo e me encantado com a beleza das perigosas acrobacias apresentadas. Só não notei o quão parecida a minha vida era com uma daquelas performances. Sim, porque hoje eu sei que quantos mais perigos e desafios enfrentamos, mais fortes e completos nos tornamos. E conseguimos arrancar mais aplausos. Aplausos. É exatamente o que quero para o meu futuro, e isso independe de qual será ele. Pretendo hoje fazer medicina, mas nunca se sabe quais supresas a vida nos reserva. O futuro é como um circo, em que você entra e não sabe o que será apresentado, quais emoções sentirá. Hoje já não sou mais uma criança, nem fisica nem psicologicamente, mas continuo me encantando com a amostra do talento natural. Espero poder mostrar os meus para o mundo, sempre o ajudando a melhorar.
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